Brasileira é morta a tiros pelo ex-marido nos EUA

Uma brasileira foi morta a tiros em Schererville, nos Estados Unidos. Alessandra de Moraes Emiliano foi morta na noite do último sábado (2) dentro da loja em que trabalhava, informou a polícia local. A cidade fica perto de Chicago, no estado de Indiana.

Alessandra Emiliano foi morta a tiros nos Estados Unidos ( (Foto: Reprodução / Facebook)
Alessandra Emiliano foi morta a tiros nos Estados Unidos ( (Foto: Reprodução / Facebook)

A polícia apontou seu ex-marido, Richard Kalecki Jr, como o principal suspeito. Kalecki foi encontrado morto no domingo (3) no cemitério de Calumet, cidade vizinha.

Segundo familiares, Alessandra nasceu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e ganhou cidadania norte-americana após o casamento. Ela foi para os Estados Unidos em março de 2006, para ficar com o ex-marido, de quem se separou em 2012.

Em comunicado divulgado pelo jornal “Chicago Tribune”, a polícia classifica o caso como homicídio por violência doméstica.

“A morte de Kalecki coloca fim ao homicídio trágico de violência doméstica de (Alessandra) De Moraes Emiliano. Trabalhamos muito de perto com toda a sua família e eles têm nossos sentimentos mais profundos”, diz o chefe da polícia de Schererville, David Dowling, na nota.

A causa da morte de Kalecki é investigada, mas informações preliminares indicam suicídio, segundo o mesmo comunicado.

O “Chicago Tribune” cita arquivos da corte do condado de Lake que indicam que em 2012 Kalecki recebeu acusações de abuso sexual infantil. O casal teria se separado seis meses depois das acusações, de acordo com a publicação.

O jornal ouviu amigos de Alessandra, que disseram que a brasileira de 37 anos tinha uma filha de 18 anos e estava noiva. Amigos da brasileira fazem uma campanha online para arrecadar dinheiro e enviar o corpo à sua família no Brasil.

O Itamaraty confirma a morte de uma brasileira no estado de Indiana e diz que a embaixada em Chicago está acompanhando as investigações e prestando assistência à família.

No entanto, segundo o irmão da vítima, o eletricista automotivo Adamor Emiliano, os familiares procuraram o Itamaraty e o consulado, mas não receberam retorno. “Eles disseram que iam ajudar, mas não fizeram nada”, disse.

G1

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