Brasil passa Londres 2012 em número de medalhas e fica perto de recorde

Com o bronze de Verônica Hipólito nesta quarta-feira, o Brasil chegou a 44 medalhas e superou a marca obtida na edição anterior das Paralimpíadas, realizada em Londres, em 2012.

Descrição da imagem: Verônica Hipólito é bronze nos 400m T38 (Foto: MPIX/CPB)
Descrição da imagem: Verônica Hipólito é bronze nos 400m T38 (Foto: MPIX/CPB)

Restando quatro dias para o fim dos Jogos Paralímpicos do Rio, o país está a quatro pódios de bater o recorde de medalhas em uma mesma edição, de 47, conquistadas em Pequim 2008.

Atletismo e natação seguem como os carros-chefes da equipe brasileira. Juntas, as duas modalidades somam 35 medalhas.

O nadador Daniel Dias é o atleta com a maior contribuição: ao todo, já conquistou cinco medalhas, duas de ouro, duas de prata e uma de bronze. As competições terminam no próximo domingo, dia 18 de setembro.

Se for levada em consideração a classificação pelo número de ouros, no entanto, a campanha deste ano ainda é inferior à de Londres 2012. Atualmente, o Brasil possui 10 ouros, 21 pratas e 13 bronzes. Naquela ocasião, das 43 medalhas do país, 21 foram de ouro, atual recorde. Em Pequim 2008 foram 47 medalhas: 16 de ouro, 14 de prata, 17 de bronze.

Foi em Londres 2012 também a melhor classificação final do Brasil em uma Paralimpíada, o 7º lugar geral. Marca que pode ser batida em 2016. Apesar da menor quantidade de ouros até o momento, o país ocupa atualmente a 5ª colocação no ranking. Esta posição é justamente a meta do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), objetivo considerado ousado, mas factível.

O Brasil conta na Rio 2016 com a maior delegação de sua história, 288 atletas. As quatro primeiras colocadas são as superpotências paralímpicas China, Grã-Bretanha, Ucrânia e Estados Unidos, delegações que haviam terminado à frente do Brasil em 2012. Na ocasião, o país também ficou atrás de Rússia e Austrália.

Em 2016, no entanto a delegação russa foi proibida de participar da Paralímpiada em razão do escândalo de doping que também tirou diversos atletas das Olimpíadas do Rio, o que favorece a busca da meta do CPB. A Austrália, por sua vez, encontra-se em sexto lugar e é a principal ameaça à quinta colocação brasileira.

Nos Jogos Olímpicos, disputados em agosto, a delegação brasileira também bateu o recorde de medalhas. Foram sete de ouro, seis de prata e seis de bronze, totalizando 19 pódios. A marca anterior era de 17 medalhas, em Londres 2012. A meta estabelecida pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), de terminar a Rio 2016 entre os 10 países com o maior número de medalhas, no entanto, não foi alcançada. O país terminou na 13ª colocação.

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