Brasil estreia em busca de medalha inédita no tênis em cadeira de rodas

O Brasil estreia nesta sexta (9) no tênis em cadeira de rodas na Rio 2016, modalidade em que o país ainda não conquistou medalhas em Jogos Paralímpicos. Uma das esperanças é a atleta Natália Mayara, 22 anos, campeã parapan-americana juvenil e adulta na modalidade.

Natália, que hoje é a 18ª no ranking mundial, começou sua carreira na natação, chegando a ganhar três medalhas no mundial juvenil da categoria. “Quando voltei, conheci o tênis, acabei me apaixonando pelo esporte, me identifiquei muito mais”, conta. Mayara prevê que a disputa será dura, principalmente contra holandesas, alemãs e japonesas, mas diz ter feito uma boa preparação para os Jogos.

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“Desde Londres, quando vi a abertura (dos Jogos), eu fiquei imaginando: nossa, como eu queria que isso pudesse acontecer na minha casa”, contou, sobre as expectativas para os Jogos. A hora chegou. Ao lado de Rejane Cândida, Natália Mayara estreia nesta sexta (9) no torneio de duplas contra as norte-americanas Mathewson e Verfuerth.

A trajetória de Carlos Santos, o Jordan, 46 anos, outro representante do Brasil na disputa, tem semelhanças com a de Natália. Além de também ter feito sua preparação em Brasília, Jordan praticava outra modalidade – o basquete de cadeira de rodas – antes de optar pelo esporte. Do seu esporte de origem veio seu apelido, inspirado no astro do basquete americano, Michael Jordan.

Carlos Jordan está no tênis há 13 anos e já tem três Paralimpíadas e três Parapanamericanos no currículo. “Fiquei mais de 15 anos jogando basquete, até que em 2003 surgiu a oportunidade de começar no tênis e tentar ir para Atenas. Acabou dando certo”, diz. O tenista aponta Japão, França e Holanda, além da Argentina, como rivais na luta pelo pódio. Apesar de ser um veterano dos Jogos, Jordan acha que a experiência de jogar em casa, no Rio, vai ser única. “Acho que vai ser a mais emocionante, por estar em casa, perto da família e do povo, que vai estar torcendo pra gente”, afirma. Jordan estreia nesta sexta (9) contra o espanhol Martin de la Puente, no quinto jogo da quadra central.

Regras parecidas

As regras do tênis paralímpico são muito parecidas com as do tênis convencional, a única diferença é que são permitidos até dois quiques da bola antes da devolução. Mas no tênis de alto nível, poucas vezes os atletas lançam mão dessa “vantagem”, pois a bola geralmente perde força e altura no segundo quique. As bolas e raquestes são as mesmas, mas as cadeiras de rodas são adaptadas para dar mais equilíbrio e aumentar a mobilidade.

O único requisito para competir no tênis em cadeira de rodas é que o atleta tenha sido diagnosticado com alguma deficiência relacionada à locomoção, e jogadores com diferentes tipos de deficiência podem competir juntos.

Agência Brasil

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