BR-163 em Naviraí está interdidata sem previsão de liberação

A BR-163 no KM 117, em Naviraí (MS) está interdita, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O bloqueio é realizado por cerca de 150 trabalhadores da usina de açúcar e alcool (Usinav). Eles alegam que estão com dois meses de salários atrasados, sem depósitos de FGTS, e que os demitidos ainda não fizeram o acerto de contas. “Estamos em greve, trancamos agora a BR-163 e não tem previsão para ser aberta”, disse um dos manifestantes ao site Cone Sul News.

foto Umberto Zum
foto Umberto Zum

Em março, a Usinav dispensou cerca de 300 funcionários de vários setores. Neste primeiro semestre, os funcionários já pararam por mais de uma vez. Em 17 de julho, aproximadamente, 200 trabalhadores da usina interditaram o trecho da BR-163, protestando por conta de atraso salarial.

A usina pertence aInfinity-Bio-Energy, controlada pelo Grupo Bertin, de Lins (SP), desde 2010. A empresa está em recuperação judicial, mas recentemente apresentou à Justiça novo plano de recuperação judicial.

Segundo matéria divulgada pela Agência Estado, apesar de ser uma proposta nova, o documento é tratado como um “ajuste” ou uma “consolidação” do antigo, já que a lei não prevê mais de um plano de recuperação judicial para uma companhia.

Para seguir adiante, a Infinity precisa primeiro de um aval do juiz. Caso seja aceita pelo magistrado, a proposta seria avaliada pelos credores em uma assembleia que ocorreria em até 90 dias.

O plano prevê pagar credores com a venda das usinas Cridasa, em Pedro Canário (ES), Alcana, em Nanuque (MG), Central Paraíso, em São Sebastião do Paraíso (MG). Todas estão fechadas por falta de cana-de-açúcar para o processamento e são avaliadas em R$ 520 milhões pela empresa. A proposta prevê que 15% dos valores recebidos pelas usinas sejam destinados à quitação de dívidas trabalhistas.

Outras três unidades da Infinity – a Disa, em Conceição da Barra (ES), a Ibiralcool, em Ibirapuã (BA) e a Usina Naviraí, – também podem ser vendidas. Avaliadas em R$ 1,2 bilhão, as usinas devem ser geridas pelo empresário paulista Alexandre Titoto até que sejam negociadas. Das três usinas, a Disaainda segue moendo desde o ano passado e emendou a safra 2014/2015 com o atual período, o 2015/2016.

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