Bernal pede apoio a vereadores durante apresentação do balanço das contas da Prefeitura

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, juntamente com os secretários municipais de Governo, Paulo Pedra, e de Planejamento, Finanças e Controle, Disney Fernandes,, faz nesta terça-feira (16) pela manhã, a apresentação da situação financeira da prefeitura aos vereadores.

Foto Silvio Ferreira
Foto Silvio Ferreira

O vereador Edil Albuquerque (PMDB) sugeriu que ao invés de mostrar números, entrasse em discussão qual solução o prefeito teria para os problemas da Capital.

A proposta defendida, do vereador e presidente em exercício da câmara, Flávio César (PTdoB), foi que seja apresentada a situação financeira e somente depois abrir para soluções. Ele ainda defendeu que a imprensa deveria esperar do lado de fora, “para que seja uma audiência mais intimista entre o prefeito e os vereadores”, destacou Flávio Cesar.

Por sua vez, o prefeito Bernal rebateu e falou que é importante a imprensa permanecer no local para ter conhecimento de tudo, como balanço e dados. “Se for para não apresentar números, não tem o porquê de ter audiência”, concluiu.

Em uma breve introdução o prefeito deixou claro que a intenção, em conjunto executivo e legislativo, é buscar alternativas de solução e garantir a governabilidade. Ele pediu apoio dos vereadores para, segundo ele, evitar a desestabilização de seu trabalho na Prefeitura.

Em seguida, Disney começou a falar sobre a situação da prefeitura. Ele destacou que o município tinha tradição de ter caixa suficiente. “Em 2014, pela primeira vez em 20 anos a Prefeitura fechou as contas no vermelho”. No entanto, segundo o secretário, a situação piorou com a administração de “completa irresponsabilidade” da gestão anterior, sem citar nomes.

O antecessor de Fernandes no cargo, André Scaff, que é procurador jurídico da Câmara, também participa do encontro e destacou que o grande vilão é a folha de pagamento. Os salários de agosto somaram R$ 96 milhões.

Ele acusou a administração de Bernal, antes de Olarte assumir, de elevar os salários dos servidores apesar da evolução da receita ter sido baixa. “Isso comprometeu as contas”, criticou Scaff.

Disney Fernandes apresentou um quadro com a evolução da receita e da despesa neste ano. Em fevereiro, o superávit chegou a R$ 137 milhões, já que é o mês de pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Em julho, o déficit ficou em R$ 6 milhões. No mês passado, foram R$ 85,1 milhões de receita, contra despesa de R$ 117,2 milhões, com deficit de R$ 34,2 milhões.

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