Bernal culpa vereadores e diz que só pode dar 2,79% de aumento a servidores

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), declarou no fim da manhã desta quarta-feira (6) que só pode oferecer 2,79% de reajuste aos servidores municipais. Ele culpou os vereadores por não aprovarem o índice de 9,57%, considerado pela Prefeitura o maior do País, e que agora a legislação eleitoral limitou a reposição salarial ao índice inflacionário do ano da eleição.

O prefeito Alcides Bernal, mais uma vez, culpa os vereadores e diz que o reajuste só pode ser de 2,79%
O prefeito Alcides Bernal, mais uma vez, culpa os vereadores e diz que o reajuste só pode ser de 2,79%

“É uma pena não terem aprovado o projeto porque ele estava todo escrito. Parece que a Câmara não está disposta a ajudar”, declarou Bernal. Se aprovado, o valor será pago a partir de maio.

Por ser ano eleitoral, a legislação não permite a concessão de reajuste salarial depois do dia 5 de abril. O projeto pode até ser apreciado em outro momento, desde que o reajuste fique abaixo da inflação daquele ano. Neste caso, de janeiro a março de 2016.

Bernal disse que os vereadores tiveram cinco dias para analisar e dialogar sobre o projeto e poderiam aprová-lo com emendas supressivas ou aditivas, de forma que não prejudicassem os 22 mil servidores do município e a população. “Não vejo outra razão para rejeição do projeto a não ser meramente politicagem”, declarou.

PROJETO

A proposta do Executivo era que o reajuste de 9,57% fosse registrado na folha de maio para ser pago, a partir de junho, de forma escalonada.

Servidores com referência de 1 a 7 receberiam reajuste integral em maio. Os de referência 8 a 10 receberiam 5,57% em maio e a diferença em dezembro. Para os trabalhadores de referência 11 a 16, o reajuste seria de 3,57% no mês cinco e o restante também no fim do ano.

OUTROS TRÊS PROJETOS

Bernal apresentou, na terça-feira (5), outros três projetos que beneficiam as categorias dos médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Os três não mencionam reajustes, mas sim mudanças na tabela de referência, o que facilitaria futuras negociações.

O projeto dos médicos foi retirado de pauta. Já os outros dois ainda serão apreciados.

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