Bernal chega à Câmara, nega ordem a PMs e propõe ‘agenda amigável’

O prefeito Alcides Bernal (PP), alegou ao chegar na tarde desta sexta-feira à Câmara de vereadores que soube pela imprensa do ocorrido ontem. “Foi um mal entendido envolvendo dois policiais militares e a vereadora Luiza Ribeiro (PPS), que estaria sendo protegida a meu mando “, disse ao negar comando aos agentes.

Foto Paulo Francis
Foto Paulo Francis

“A presença dos militares no local não foi uma ordem, mas sim algo normal, já que estavam em um local público e que precisa da participação de toda a sociedade. A presença de um policial, independente do local, é sempre positiva. É importante incentivar a participação de todas as pessoas na política”, afirmou.

Um dos pontos que mais incomodou os vereadores que estavam na sessão foi que os militares estavam armados. “Assim como um profissional da comunicação, que utiliza um gravador, o policial usa a arma como instrumento de trabalho”, explica. Em relação a possibilidade de ser uma manobra política da oposição, Bernal acredita que “não há necessidade disso”. 

O prefeito afirmou que quer aproveitar a visita à Casa “para conversar com os vereadores e fazer uma agenda política, convidar o presidente da Câmara e vereadores para que na terça-feira as 18h, na esplanada, para fazermos a entrega e firmarmos convênios das emendas de investimento social”, comentou.

A assessoria de imprensa da Casa não informou quais vereadores participam da reunião, que tem previsão de se estender por toda a tarde, apenas que é realizada a portas fechadas.

CASO

A sessão de quinta-feira (22) foi suspensa por quase meia hora, depois que o vereador Airton Saraiva (DEM) disse ao presidente da Casa, vereador Flávio César (PTdoB), que havia policiais armados no local. Segundo o presidente, eles são cedidos ao gabinete do prefeito.

Os policiais deixaram o plenário e Airton disse que eles estavam no local fazendo a segurança da vereadora Luiza Ribeiro (PPS). Ela negou, disse que nunca solicitou nenhum tipo de segurança ao prefeito e que pedirá a ele que esclareça o fato para terminar com o “clima de guerra que se instaurou”.

Paulo Francis

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