Bebê que foi mordido pelo padastro pode ter pênis amputado, diz polícia

O menino de um ano e quatro meses que foi internado após ser mordido, agredido e estuprado pelo padrasto corre o risco de ter o pênis amputado, informou a Polícia Civil do Amazonas, nesta terça-feira. A criança está hospitalizada no Pronto-Socorro da Criança João Lúcio, na Zona Leste de Manaus, desde o último domingo.

De acordo com informações da Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas, de acordo com o último boletim médico divulgado, o estado de saúde do bebê é estável. O laudo pericial apontou que a vítima sofreu laceração peniana, lesões corporais, edemas corporais e fissura na parte anal. O menino ainda não tem previsão de alta. Ele segue recebendo a visita de familiares, embora esteja sob cuidados do Estado.

Um novo boletim médico sobre o estado de saúde do menino deve ser divulgado ainda nesta quarta-feira.

presos

Parentes suspeitos

Segundo a Polícia Civil, o padrasto da vítima, um adolescente de 17 anos, confessou ser o autor das lesões e do estupro contra o menino; a mãe da criança, de 22 anos, também é suspeita do crime, mas nega participação nas agressões.

A delegada que acompanha o caso, Juliana Tuma, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), informou que foram médicos da unidade de saúde que denunciaram o caso, no último domingo, por volta do meio-dia.

Ao chegar no local, a criança estava acompanhada da mãe. Na ocasião, a mulher contou que não sabia o que tinha acontecido com o filho, pois estava dormindo quando o pequeno se feriu. Ela alegou que os hematomas eram em decorrência de um acidente sofrido pelo menino há alguns dias. A mulher acabou presa em flagrante.

O padastro da vítima, posteriormente, confessou o ato contra a criança ao receber policiais em sua casa. Ele contou que estava sob efeito de drogas quando atacou o menino.

A mãe e o padrasto foram indiciados por tortura e estupro de vulnerável. A mulher também vai responder criminalmente por omissão.

O adolescente está apreendido na Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai). A mulher será levada à cadeia feminina.

Extra

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