Baixista do Sonic Youth critica postura autodestrutiva de Lana Del Rey

A ex-baixista do Sonic Youth, Kim Gordon, fez novas declarações sobre Lana Del Rey. Dessa vez, a artista se explicou sobre os trechos que vazaram de sua autobiografia “Girl in a Band” (“A Garota da Banda”, em português), criticando a cantora. A declaração foi dada ao escritor Bret Easton Ellis, em seu podcast, nesta semana.

A autobiografia da baixista do Sonic Youth foi lançada neste ano – Foto: Divulgação

Nos trechos divulgados da autobiografia (que não entraram na versão final), Kim afirmou que Lana Del Rey “sequer sabe o que é feminismo”. Possivelmente, o trecho foi escrito na época em que a cantora de “Video Games” afirmou que, para ela, há coisas mais importantes que a militância feminista, como “as possibilidades intergaláticas”.

“O feminismo já é algo bastante óbvio, tanto que não é mais necessário colocá-lo sob os holofotes”, disse Lana em entrevista recente ao ator James Franco, promovida por uma revista.

No trecho excluído de seu livro, Kim afirmou: “Hoje temos pessoas como Lana Del Rey, que nem sabem o que é feminismo, que acreditam que as mulheres podem fazer tudo o que querem, o que, em seu mundo, é brincar com a autodestruição, seja dormindo com homens mais velhos nojentos ou sendo estuprada por um grupo de motociclistas”, comentou, fazendo alusão ao clipe de “Ride“.

Explicações

Desta vez, Kim resolveu explicar pessoalmente as declarações, afirmando que ela escreveu o desabafo na época da polêmica entre Lana Del Rey e Frances Bean Cobain, filha de Kurt. Lana havia afirmado que “desejava estar morta” e recebeu um “puxão de orelha” de Frances pelo Twitter. (relembre o caso).

“No início, tinha a ver com ver algo no papel – ops, ‘online’, continuo dizendo papel – sobre roqueiros e estrelas do rock gostarem de se matar com drogas, e Frances reagiu àquilo, e me senti estranhamente protetora a Frances”, afirmou.

“Comecei a pensar sobre, bem, obviamente, Frances”, continua Kim. “Será que Frances realmente pensa que é ela falando? É uma persona. Ela estava dizendo aquilo por dizer”. E reforça: “Talvez eu pudesse ter me explicado melhor. Na verdade, eu só assisti a um clipe que mostrava ela saindo por aí com um desses caras, motociclistas, mais velhos (no caso, o vídeo de “Ride”). E então pensei que se a música fosse mais interessante, talvez eu gostasse. Mas é tão convencional. E por isso é popular, porque apela para o que é genérico”, finaliza.

Fonte: Terra

Confira o vídeo de “Ride”, de Lana Del Rey, citado na reportagem:

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