Aulas voltaram em todas as escolas da Rede Municipal de Ensino

As aulas voltaram ontem (28) em todas as 94 escolas da Rede Municipal de Ensino (REME), apesar do movimento grevista dos professores. Levantamento da Secretaria Municipal de Educação (Semed) mostra que os alunos estão tendo aulas em todas as unidades. Em 59 escolas o funcionamento está normal e em 35 parcial, conforme a conferência realizada.

Foto:Marlon Ganassin
Foto:Marlon Ganassin

Trabalhamos para que todos os alunos sejam atendidos e recebidos da melhor maneira possível em suas escolas nessa volta às aulas. Estamos realizando também visitas técnicas às escolas e diagnosticando problemas estruturais e ainda no atendimento aos estudantes”, afirmou o secretário de Educação, Marcelo Salomão, sobre o reinício do ano letivo. Ele visitou hoje a escola Múcio Teixeira, que não chegou a ter greve.

Na escola Escola Municipal Arlindo Lima, que ficou paralisada antes das férias, os professores retornaram às aulas nesta terça-feira (28). O retorno conta com 100% de adesão dos educadores, que tomaram a decisão para evitar prejuízos para os alunos no aprendizado escolar.

De acordo com a presidente do Conselho dos Professores, Deisy Parron, a volta às aulas foi uma decisão dos professores que respeitam a comunidade Arlindo Lima. “Toda luta é legítima, mas o foco principal são os alunos. Aqui na escola todos estão felizes com o retorno das aulas e com o fim da greve”, frisou.

O diretor da Escola Municipal Arlindo Lima, Aristóbulo dos Anjos Castro Neto reforça que a decisão do retorno às aulas foi dos professores. “Para que os alunos não tenham prejuízos vamos repor às aulas aos sábados e também haverá o quinto tempo na escola”.

O professor Juliano Ferreira disse que já estava com saudades dos alunos. “Eles voltaram com toda energia é uma turma de adolescentes e vamos fazer o possível para que eles tenham bom rendimento escolar nestes dois últimos bimestres. Hoje começamos com o conteúdo de Artes do Modernismo Brasileiro”, comentou.

Em razão da paralisação feita pelos educadores, vai ser feito um calendário de reposição das aulas, com supervisão da Semed. Sobre a negociação com os professores, a Prefeitura fez um proposta de reajuste de 8,5%, parceladamente em 10 vezes, e como a categoria rejeitou, agora aguara a decisão definitiva da Justiça sobre a paralisação, que já foi considerada ilegal, em liminar que determinou a volta de 66% dos professores à sala de aula.

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