Audiência no TJMS não teve casal Olarte, 7 testemunhas foram ouvidas

Sete pessoas, entre testemunhas de defesa e acusação, foram ouvidas na manhã desta sexta-feira (22), no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) em Campo Grande, na segunda audiência no processo em que o prefeito afastado da capital, Gilmar Olarte, junto com outros dois homens, Ronan Feitosa e Luiz Marcio Feliciano, são acusados de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segunda audiência foi nesta sexta-feira (22), no TJ-MS (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
Segunda audiência foi nesta sexta-feira (22), no TJ-MS (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)

O vice-prefeito afastado, Gilmar Olarte, e sua esposa, Andrea Olarte, não compareceram ao no julgamento do processo.

O empresário Ricardo Freitas Carrelo revelou que teve um prejuízo de cerca de R$ 200 mil referente aos valores de cheques trocados a pedido de Ronan Edson Feitosa. A afirmação foi dada durante depoimento em audiência de instrução e julgamento, nesta sexta-feira (22), no processo em que o vice-prefeito – afastado do cargo de prefeito – Gilmar Olarte e mais dois respondem pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro..

Depoimento que também era esperado e não aconteceu foi de Fabrice Amaral, testemunha de defesa de Ronan. Ele foi intimado, mas não compareceu à audiência, que começou às 9 horas., com depoimento do serralheiro Ricardo de Freitas Carrelo, testemunha de acusação.

Ele é irmão de Edmundo Carrelo, que também foi ouvido no mesmo processo, na primeira audiência realizada em novembro. Em depoimento, ele alegou que, junto com o irmão, teve prejuízo entre R$ 160 mil e 200 mil ao trocar cheques para emprestar dinheiro a Olarte.

A segunda testemunha foi Rodrigo Gonçalves Pimentel que prestou depoimento como como defesa de Olarte. Ele afirmou em depoimento à Justiça que foi contratado como advogado pelo prefeito afastado e que, na época, fez contato com dois dos credores que estavam cobrando Olarte. Pimentel afirmou também que não entrou no mérido da origem dos cheques ou valores emprestados à Olarte.

O terceiro depoimento como defesa de Olarte foi de Derli dos Reis Oliveira, o Cazuza, que é vereador de Campo Grande, seguido por Ismael Lídio Faustino, também de defesa.

A quinta testemunha foi Juracir Pereira Catoci, em seguida, Valdir Pereira dos Santos e Valter Pereira dos Santos foram a sexta e sétima testemunhas, respectivamente. Os dois últimos são testemunhas de defesa de Ronan e afirmaram que trabalharam na campanha eleitoral de 2012, em que Alcides Bernal (PP) concorria a prefeitura de Campo Grande com o vice Gilmar Olarte.

Investigação

Segundo o Gaeco, a investigação começou em outubro de 2013, mas veio à tona após a prisão de Ronan Feitosa no dia 11 de abril de 2014, em São Paulo. Ele foi solto cinco dias depois, após prestar depoimento. Também no dia 11 de abril, os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de Olarte, recolheram documentos, pendrives e computadores.

Os valores obtidos com a suposta lavagem de dinheiro, segundo a investigação, teriam sido usados para a “compra de vereador”. Na época, o advogado de Olarte, afirmou que o prefeito não seria alvo da investigação e seria ouvido na condição de testemunha.

Disse ainda que não houve compra de vereador, não há relação do prefeito com os empréstimos e que as pessoas “utilizaram o nome do político para obter vantagens”.

No dia 12 de abril de 2014, um pastor, um jornalista e um funcionário de uma empresa de factoring também foram ouvidos por causa da investigação.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) recebeu, no dia 13 de novembro de 2014, denúncia contra Olarte, feita pela Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público Estadual. O processo tem mais de três mil páginas.

No dia 6 de fevereiro de 2015, o TJ-MS divulgou o teor da ação penal proposta pelo MP-MS contra o prefeito de Campo Grande e mais duas pessoas.

A próxima audiência de instrução do processo está marcada para 5 de fevereiro.

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