AL-MS não terá horário reduzido em período eleitoral, como queriam alguns deputados

 (Foto: Assessoria/ALMS)
(Foto: Assessoria/ALMS)

A proposta de decretar ‘meio expediente’ na Assembleia Legislativa do Estado, feita por deputados na semana passada, não será adotada, como o Página Brazil noticiou que poderia ocorrer no período dos 45 dias das eleições municipal na rua. A mesa diretora anunciou hoje (10) que não fará alteração de horário de funcionamento durante a campanha eleitoral de 2016, como havia sido sugerido por alguns parlamentares, liderados por Eduardo Rocha (PMDB). Contudo, a maior parte, três dos quatro membros da bancada do PT, não concordou, e combateu a ideia. A decisão até poderia ocorrer, mas passa por aprovação das lideranças partidárias, que sem consenso, o presidente da Casa,  Junior Mochi (PMDB), não quis executar.

Mochi descartou a possibilidade durante a sessão desta quarta-feira (10), onde se baseou ainda, e lembrou que uma instrução normativa de julho de 2015, permite a cada parlamentar definir o horário de funcionamento de seu gabinete. “Cada deputado tem opção de definir quem vai trabalhar 6 horas pela manhã e 6 horas a tarde, e só tem que informar isso à Mesa Diretora. O gabinete não pode é fechar”, explicou chefe do Legislativo.

Rocha havia proposta na semana passada que a Casa funcionasse das 7h30 às 13h30, liberando servidores para fazer campanha no período vespertino, desde que não fossem remunerados pela Assembleia para o trabalho eleitoreiro.

Não é eleição da Casa e mesmo que fosse, dizem petistas

Os três, dos quatro petistas, que foram literalmente contra tiveram pensamentos e discurso parecido para justificar não concordar com proposta que poderia beneficiá-lo também. “O trabalho tem que continuar, outros setores não mudam. Não tem lógica isso daí, mesmo que eleição fosse estadual não deveria ter isso de meio período. Cada um que se organize e dê seus pulos”, disse o líder da bancada petista, deputado Amarildo Cruz.

Pedro Kemp foi além e apontou que seria uma aberração liberar um servidor, mesmo que assessor político do deputado, para fazer campanha para outras pessoas e de outra instancia. Ele concorda que é uma Casa política, mas que tem que regras e cumprir o seu papel por completo. “Sei que temos que fazer política, mas fomos eleitos para cumprir um papel também, além de ser pago para isso e que acabaria recebendo sem cumprir todo processo, mesmo que em pouco tempo da campanha, que até foi reduzida”, lembrou.

O único que até concordaria co a medida foi Cabo Almi (PT), que via na alternativa um modo de evitar que servidores da Casa trabalhassem em campanha durante horário em que deveria estar à serviço do gabinete parlamentar.

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