Assaltantes de banco de Sonora são identificados; quatro já foram presos

A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), com apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (GCCO), do Mato Grosso, e Grupo Antirroubo a Bancos (GAB), de Goiás, prenderam quatro dos nove assaltantes responsáveis pela explosão de uma agência do Banco do Brasil no dia 18 de abril, em Sonora. Na ocasião, eles explodiram dois cofres e furtaram mais de R$ 1 milhão.

Foto: Ivan Silva
Foto: Ivan Silva

Na tarde desta sexta-feira (1°), os delegados Edilson dos Santos e Fábio Peró, do Garras, e Francis Freire, de Sonora, apresentaram à imprensa os envolvidos no crime. Segundo informações da polícia, até o momento quatro envolvidos já foram presos, três estão com mandados de prisão em aberto e a identidade de outros dois estão sendo investigadas.

Segundo informações da polícia, José Ronaldo dos Santos, o “Aldo”, 40 anos, Wellington Xavier de Campos Paulucci Vieira, 37 anos, e Márcio Rodrigues da Costa, 38 anos, foram presos em Várzea Grande, no Mato Grosso. Já o quarto envolvido, Wemerson Felipes Alves, 32 anos, foi preso no interior de Goiás. Bruno Saraiva Mota de Souza, 30 anos, Ronalth Correia Coelho, 35 anos, e Waldir Fabriciano Duque, 32 anos, estão sendo procurados.

Explosivos estavam enterrados no quintal da casa de um dos bandidos. Foto: Ivan Silva
Explosivos estavam enterrados no quintal da casa de um dos bandidos. Foto: Ivan Silva

Na casa de Márcio, em Várzea Grande, foram encontrados explosivos escondidos dentro de um galão de plástico que estava enterrado no quintal. “Com a quantidade de explosivos que estavam em posse de Márcio, o grupo conseguiria fazer de cinco a seis assaltos como o de Sonora”, explicou o delegado Edilson dos Santos.

De acordo com o delegado Fábio Peró, esse tipo de crime praticado em Sonora é conhecido como “Novo Cangaço” e ocorre frequentemente nas pequenas cidades do norte e nordeste do país. Um mês após a ação em Sonora, a mesma quadrilha cometeu o mesmo crime na cidade de Mara Rosa, em Goiás. “Os integrantes da quadrilha são do Mato Grosso, Tocantins, Pará e Maranhão. A maioria não tem residência fixa, já que todos são procurados pelos crimes de roubos a bancos em várias cidades do país”, explicou. Ainda segundo o delegado, o grupo é violento e, fortemente armado, vai para as cidades pronto para confronto.

Agência ficou totalmente destruída. Foto: Idest
Agência ficou totalmente destruída. Foto: Idest

Para a polícia, a escolha dos bandidos por Sonora deve-se à localização geográfica da cidade, além de ser uma região grande com desenvolvido e com usinas, o que faz com que exista grande movimentação de dinheiros nos bancos.

As investigações para prender o restante dos bandidos continuam.

 

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