Artigo: hérnia de disco

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 85% da população têm ou vai ter dor nas costas em algum momento da vida. No Brasil, ela é a maior causa de afastamento do trabalho e a terceira mais frequente de aposentadoria precoce. Conhecidas de forma genérica como lombalgia, cervicalgia ou dor ciática, as dores nas costas merecem atenção para um diagnóstico preciso e indicação correta de tratamento. “E a Má postura no trabalho e no dia-a-dia é um dos fatores que mais vem sendo motivo para esses problemas”.

Vários fatores, além deste podem colaborar para a piora dos sintomas, dentre eles podemos citar o sobrepeso, tabagismo, permanecer várias horas na mesma posição e atividades que exijam muito esforço, feitas de forma inadequada “como, por exemplo, flexionar o tronco para levantar objetos pesados do chão sem um devido cuidado”.

Embora as causas mais comuns das dores nas costas sejam as hérnias de disco, os desgastes na coluna e as alterações posturais, o diagnóstico deve ser preciso para descartar outras possibilidades.No caso da Hérnia de Disco que é um dos mais comuns acometimentos da coluna, os sintomas principais são formigamento nos braços ou pernas, uma dor que “caminha”, diminuição da força muscular, podendo levar à incapacidade de realizar até as atividades mais simples do dia-a-dia.

É comum utilizar – e até abusar – de analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares quando se trata de dores nas costas. Muitas vezes um desses medicamentos pode bastar para conter a dor. Entretanto, o indicado é sempre procurar um especialista: a dor pode esconder algum problema mais sério e, em todos os casos, descobrir sua origem é fundamental para evitar o agravamento da condição.  A hérnia de disco afeta 5,4 milhões de brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

hernia-de-disco

O tratamento conservador e não invasivo sempre deve ser tentado antes de um procedimento cirúrgico. Apenas uma fração de 5 a 15% dos pacientes vai receber a indicação de cirurgia. Para mais de 80% das pessoas, o tratamento fisioterápico especializado será suficiente. Além da resposta ao tratamento, algumas outras ‘bandeiras vermelhas’ devem ser considerados na indicação da cirurgia sinais clínicos como febre e emagrecimento, que vai além de uma simples dor lombar. Pode haver até perda de função neurológica, com fraqueza, alterações na destreza e equilíbrio, que são indicativos para pular o tratamento conservador e partir para a cirurgia.

Tanto a fisioterapia quanto as cirurgias direcionadas à coluna evoluíram muito nos últimos anos. Uma das novidades é a mesa de Flexão-Distração para alívio da dor e descompressão discal, indicada para o tratamento de várias patologias, como a protrusão discal,dentre elas a Hérnia de disco. A qual promove a mobilidade, melhora a sobrecarga e a estabilização vertebral. “No entanto é importante estar associada a uma terapia manual, o pilates, ou outras atividades onde teremos um ajuste biomecânico, alivio das tensões musculares e ainda fortalecimento muscular. No mercado, existem varias alternativas, mas é necessário ter cuidado, o ideal é procurar um fisioterapeuta especializado na patologia.”

“Músculos da coluna fortes e com boa flexibilidade promovem uma maior e estabilidade e proteção para a coluna, diminuindo o risco de lesões.” Porem não existe fórmula mágica. Se, mesmo depois do tratamento conservador ou da cirurgia, a pessoa voltar aos velhos hábitos, o mesmo problema pode voltar dentro de dois ou três anos, em um círculo vicioso e muito dolorido, podendo estar presente de forma crônica na vida do paciente. O maior desafio é manter-se bem.

Dr. Luciana Prado

Fonte: Revista Saúde Plena

Comentários

comentários