Após rebelião em Naviraí, 25 presos são transferidos para Campo Grande

Os 25 presos que foram transferidos para o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande após rebelião na unidade de Naviraí, cidade distante 350 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul, chegaram no fim da tarde de sexta-feira (5).

Grupo que participou da rebelião foi transferido para capital (Foto: G1)
Grupo que participou da rebelião foi transferido para capital (Foto: G1)

O grupo chegou em um ônibus escoltado pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar. Dentro do veículo também havia policiais. Os detentos estavam descalços e sem camisetas e desceram algemados em duplas e em pequenos grupos.

Depois fizeram fila na frente da penitenciária e entraram. Segundo a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul), eles vão ficar em diferentes pavilhões e celas. Outros presos foram para diferentes unidades do estado.

O motivo que acabou em motim seria uma briga entre grupos rivais. Na tarde de quinta-feira (4), os presos se recusaram a voltar para as celas depois do banho de sol. Dois detentos morreram e sete ficaram feridos. Os presos que saíram do hospital foram levados para o presídio semiaberto de Naviraí.

O presídio foi inaugurado em março de 2006 e tem capacidade para 300 presos, mas atualmente está com 570, segundo a Agepen.

Segundo o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Ailton Stropa, provavelmente eles estariam ligados diretamente à rebelião, “mas ainda estamos apurando as informações. O que já sabemos é que eram lideranças negativas na penitenciária”, declarou Ailton Stropa.

Além da remoção dos detentos, outras medidas também foram tomadas, como a suspensão das visitas, a administração acredita que nem mesmo no Dia dos Pais a visita seja liberada. “É uma questão de segurança tanto para os visitantes, quanto para quem trabalha no Sistema Prisional”, disse.

A rebelião durou 16 horas e deixou dois mortos. Luiz Fabiano Bezerra, 36, o “Zorba”, e Fernando Florentino da Silva, também de 36 anos, foram executados por companheiros de cela.

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