Após bater R$ 3,81, dólar fecha estável em dia de sobe e desce

O dólar fechou estável em relação ao real nesta quinta-feira (3), após ter ultrapassado a marca de R$ 3,80, novamente reagindo à apreensão com a deterioração das contas públicas e com a continuidade do ajuste fiscal no Brasil.

Moeda norte-americana fechou o dia estável (Foto: Ilustração)
Moeda norte-americana fechou o dia estável (Foto: Ilustração)

A moeda norte-americana fechou no mesmo valor da véspera, a R$ 3,7598. Veja cotação.

Na máxima da sessão, a moeda norte-americana atingiu R$ 3,8175, maior nível intradia desde 11 de dezembro de 2002, quando foi a R$ 3,82.

Veja a cotação ao longo do dia:

Às 9h10, subia 1,13%, a R$ 3,8026.

Às 9h40, subia 1,01%, a R$ 3,7979.

Às 10h10, subia 0,88%, a R$ 3,7929.

Às 10h40, subia 1,44%, a R$ 3,8140.

Às 11h10, subia 0,94%, a R$ 3,7954.

Às 11h30, subia 0,73%, a R$ 3,7873.

Às 12h, subia 0,57%, a R$ 3,7814.

Às 12h39, subia 0,32%, a R$ 3,7769.

Às 13h02, subia 0,45%, a R$ 3,7769.

Às 14h04, subia 0,81%, a R$ 3,7904.

Às 15h40, caía 0,53%, a R$ 3,7399.

Às 16h30, caía 0,23%, a R$ 3,7513.

“(A queda) aconteceu justo quando a Câmara dos Deputados iniciou a votação da medida provisória que aumenta a alíquota da Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) do setor financeiro”, escreveu o operador da corretora SLW, João Paulo de Gracia Correa, em nota a clientes, segundo a Reuters.

Segundo o texto-base aprovado pela Câmara, a CSLL subirá para 20% até 1º de janeiro de 2019, ante os atuais 15%, o que pode levar bancos brasileiros com subsidiárias no exterior a vender dólares para manter sua proteção cambial.

Mais cedo, preocupações sobre a economia brasileira seguiram entre as preocupações do mercado. “Não tem novidade: o cenário local está cada vez mais deteriorado”, disse à Reuters o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

No início da semana, o governo enviou ao Congresso Nacional proposta para o Orçamento de 2016 prevendo inédito déficit primário. A notícia deu força a preocupações com o comprometimento do governo com o ajuste fiscal e com a perda do selo de bom pagador do Brasil, catapultando o dólar em relação ao real.

Nesse contexto, agentes financeiros continuavam atentos à possibilidade de o Banco Central ampliar a atuação no câmbio, uma vez que a alta do dólar sobre o real tende a pressionar a inflação. “O mercado está desconfiado. O BC está quieto demais”, disse o operador de câmbio de uma corretora nacional.

Essa forte valorização do dólar comercial refletiu na cotação nas casas de câmbio, que vendem o dólar turismo, valor que é sempre maior que o divulgado no câmbio comercial. Em casas de câmbio pesquisadas pelo G1 o valor passa de R$ 4,20.

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em outubro, com oferta de até 9,45 mil contratos, equivalentes a venda futura de dólares.

G1

 

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