Apesar de pedido de novos nomes, sete deputados querem ser candidatos a prefeito

deputadosmsO processo eleitoral acontece em 2016, para escolha de novos prefeitos e vereadores, mas mesmo com a indicação de que a população quer ‘mudanças’ ou novos candidatos, que até não sejam ‘políticos profissionais’, há colocado pelo menos sete nomes de quem já tem um mandato de deputado, onde está e deveria continuar na esfera do Legislativo. Mas, os parlamentares querem administrar os municípios de onde são natural ou passaram a ter base eleitoral, como o ex-prefeito de Ivinhema, agora deputado Renato Câmara (PMDB), que passou a morar a dois anos em Dourados, e, quer governar agora o segundo maior município de Mato Grosso do Sul. Os outros pretendentes a serem candidatos são: o federal Geraldo Resende (PSDB) em Dourados; e os estaduais Ângelo Guerreiro (PSDB) em Três Lagoas; Flávio Kaytti (PSDB), em Ponta Porã, onde já foi prefeito; Marcos Trad (PSD), Cabo Almi (PT) e Cel. David (PSC), que estão na lista pela disputa na Capital.

A questão de renovação é vista com bons olhos e ‘bem vinda’ pelos deputados, onde apesar de já estarem em mandatos por um ou mais vezes, e até ter dois ex-prefeito, eles consideram também que podem se apresentar como e são novos ou querem renovar a gestão administrativa de suas cidades. “Queremos apresentar um novo projeto, um novo modo de partido, estou entrando no parlamento e até na política partidária trazendo uma experiência de vida profissional e administrativa por onde passei na coorporação militar”, disse Cel David, que suplente de deputado, assumiu mandato na Assembléia Legislativa neste mês, após 30 anos em comandos da Polícia Militar de MS.

Os pretensos candidatos estão em articulação dentro dos próprios partidos e mesmo já por fora, para atrair mais adeptos e formar uma chapa competitiva. O mais adiantado, pelo o que levantou a reportagem do Página Brazil, é o três-lagoensse Ângelo Guerreiro. Ele ratificou que é o candidato tucano no terceiro maior município do Estado e apontou que já tem pelo menos seis partidos que estarão na órbita de sua candidatura. “Estamos conversando com partidos mais próximos e buscando outros. Mas já temos acertados o PR, PMN, PHS, PTdoB, PRP e SD (Solidariedade). O DEM já conversamos, mais ainda não apontou decisão. E estamos caminhando todos os dias, como por exemplo, marcamos para este sábado uma reunião para formarmos um conselho para interagir, ajudar na construção da candidatura”, mencionou Gerreiro.

O deputado-candidato em Três Lagoas, questionado sobre já ter muitas sigla e que vai tirar espaços de mais concorrentes, apontou que há tempos vem querendo entrar e renovar a administração de sua cidade e que não vai ser ele, que ao contrario, quer tenha várias candidaturas para melhorar e ampliar o debate. “Ao que me parece já tem quatro candidaturas. Mas é bom assim para o povo escolher, ter opção, ainda mais já pelo tamanho de Três Lagoas. E pela democracia e pluralidade para melhorar o debate e as eleições se aperfeiçoarem. Termos contato com planos de outros para administrar. Não pode ou não poderia nunca ter um ou dois candidatos só”, avaliou.

Demais candidatos

Os outros supostos candidatos estão em articulações e querem ampliar os quadros para garantir tanto a ratificação partidária, como espaço na disputa externa. No caso de alguns, a entrada é para garantir projeto de partido, como no caso do PMDB, que “necessita apresentar candidatura após quase duas décadas se abstendo do posto”, já disse Renato Câmara, que completou falando do rumo pemedebista, após Resende ter ido para o PSDB, do governador Reinaldo Azambuja.

“Estamos construindo um projeto para Dourados há algum tempo. Isto já vinha sendo feito e o Geraldo – Resende, deputado federal –estava a frente, mas optou por trocar de caminho. Contudo, o PMDB continuará o projeto para o partido e para o município. Sou um, dentre outros nomes que também se colocaram a disposição, para levar este projeto a ser avaliado em Dourados. Há anos se vem construindo um grande projeto para Dourados e o que temos certeza é que o PMDB vai e precisa ter candidato a ser avaliado com este projeto”, completou.

Marquinhos Trad, também trocou o PMDB pelo PSD para garantir a pretensão que tinha nas hostes pemedebistas, mas era barrado pela cúpula que não o via como melhor nome da legenda. O petista Cabo Almi se colocou a pouco tempo na disputa e tem pela frente uma disputa com o colega vereador Alex do PT, que se diz candidato e não abrirá mão da disputa, a não ser o partido apresentar um nome com maior densidade social e eleitoral.

Materia: Lúcio Borges

Comentários

comentários