Anvisa aponta laranja e abacaxi como alimentos com maior risco por agrotóxico

abacaxisA avaliação de uma pesquisa da Anvisa (Agênia Nacional de Vigilância Sanitária) divulgada nesta sexta-feira (25), coloca a laranja e o abacaxi como os alimentos com possível maior risco por contaminação de agrotóxico no Brasil. O caso até não chega a ser alarmante, mas pode ser preocupante ante o nível de risco agudo encontrado em 1,11% das
12 mil amostras de 25 tipos de alimentos vegetal: frutas e legumes. As duas frutas apareceram como os vegetais com maior número de casos de resíduos de agrotóxicos em nível agudo para a saúde. A análise que ocorreu entre 2013 e 2015, até mostra que a maioria não apresentou grande mau à saúde. Veja abaixo os classificados com maior número de amostras com agrotóxicos com potencial risco agudo.

A importância dos vegetais é sabido pelo fornecimento de diversos benefícios à sua saúde. E quem come mais frutas e legumes, como parte de uma dieta saudável, são susceptíveis de ter um risco reduzido de algumas doenças crônicas. Legumes fornecem nutrientes vitais para a saúde e manutenção do seu corpo. Pela sua importância os vegetais devem ser consumidos na nossa alimentação, diariamente. Com eles podemos ter tudo o que o organismo precisa para se nutrir: proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas e sais minerais.

A pesquisa aponta uma preocupação ao setor e pode mostrar que o cidadão tem que verificar a origem e fazer mais higiene em casa, apesar de números que podem serem vistos adiante e considerados aparentemente pequenos. Entre as 744 amostras de laranja, 90 (12,1%) apresentaram resíduos com potencial risco agudo. No caso dessa fruta, a Anvisa chama atenção para o agrotóxico carbofurano, que passa por processo de reavaliação na agência — 11% das amostras de laranja apresentaram situações de risco relativas ao carbofurano. Já entre as 240 amostras de abacaxi, foram 12 enquadradas no risco agudo, o que equivale a 5% — neste caso, o agrotóxico carbendazim foi o mais encontrado.

“A maioria não apresentou grande alarme. No geral, a avaliação concluiu que 1,11% das amostras representavam risco agudo potencial à saúde, ou seja, a grande maioria, quase 99%, não apresentou esse problema”, conclui Anvisa, que pela primeira vez, monitora esse risco, relacionado às intoxicações que podem ocorrer dentro de um período de 24 horas após o consumo do alimento com resíduos em quantidades estabelecidas pela Agência.

Listagem e realidade satisfatória

mudas-de-laranja-abacaxi-sac-20x35_maiorDe acordo com a Anvisa, foram investigados 25 alimentos de origem vegetal representativos da dieta da população brasileira: abacaxi, abobrinha, alface, arroz, banana, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, goiaba, laranja, maçã, mamão, mandioca (farinha), manga, milho (fubá), morango, pepino, pimentão, repolho, tomate, trigo (farinha) e uva.

As amostras foram coletadas em estabelecimentos varejistas localizados nas Capitais de todo o território nacional. A Anvisa pesquisou 232 agrotóxicos diferentes nas amostras monitoradas. Do total das amostras monitoradas, 9.680 amostras (80,3%) foram consideradas satisfatórias, sendo que 5.062 destas amostras (42,0%) não apresentaram resíduos dentre os agrotóxicos pesquisados e 4.618 (38,3%) apresentaram resíduos de agrotóxicos dentro do Limite Máximo de Resíduos (LMR), estabelecido pela Anvisa.

Foram consideradas insatisfatórias 2.371 amostras (19,7%), sendo que 362 destas amostras (3,00%) apresentaram concentração de resíduos acima do LMR e 2.211 (18,3%) apresentaram resíduos de agrotóxicos não autorizados para a cultura.

No cálculo do risco do consumo dos alimentos analisados não foram considerados fatores de processamento dos alimentos, como a retirada da casca de frutas, lavagem, entre outros. Geralmente, quando são levados em consideração, normalmente há uma diminuição da concentração de resíduos nos alimentos.

Lista dos possíveis perigo

A lista dos alimentos analisados com maior número de amostras com agrotóxicos com potencial risco agudo são:

Laranja: 744 amostras analisadas; 90 com potencial risco agudo (12,1%)
Abacaxi: 240 amostras analisadas; 12 com potencial risco agudo (5,0%)
Couve: 228 amostras analisadas;6 com potencial risco agudo (2,6%)
Uva: 224 amostras analisadas; 5 com potencial risco agudo (2,2%)
Alface: 448 amostras analisadas; 6 com potencial risco agudo (1,3%)
Mamão: 722 amostras analisadas; 6 com potencial risco agudo (0,8%)
Morango: 157 amostras analisadas; 1 com potencial risco agudo (0,6%)
Manga: 219 amostras analisadas; 1 com potencial risco agudo (0,5%)
Pepino: 487 amostras analisadas; 2 com potencial risco agudo (0,4%)
Feijão: 764 amostras analisadas; 2 com potencial risco agudo (0,3%)
Goiaba: 406 amostras analisadas; 1 com potencial risco agudo (0,2%)
Repolho: 491 amostras analisadas; 1 com potencial risco agudo (0,2%)
Maçã: 764 amostras analisadas; 1 com potencial risco agudo (0,1%)

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