Andreia Olarte presta depoimento ao Gaeco e nega acusações

Suspeita dos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa, Andreia Olarte prestou depoimento por 45 minutos na manhã desta sexta-feira (19), na sede do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), em Campo Grande.

Andreia saindo da sede do Gaeco, após prestar depoimento.
Andreia saindo da sede do Gaeco, após prestar depoimento.

Dois dias antes, o seu marido e prefeito afastado da capital, Gilmar Olarte (PP), também foi ouvido por promotores do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS). Ele também negou todas as acusações. O advogado de ambos, Jail Azambuja, disse que o recurso para anular a prisão temporária do casal foi negado no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Além deles, um corretor de imóveis e um empresário foram presos na mesma operação. Segundo o MP, ele comprou imóveis com dinheiro de corrupção.

Conforme o Gaeco, a partir da quebra de sigilo bancário de Andréia Olarte foi verificado que entre os anos de 2014 e 2015, período em que Gilmar estava como prefeito, ela adquiriu vários imóveis em Campo Grande, alguns em nome de terceiros.

As compras, a princípio imcompatíveis com a renda do casal, eram efetuadas com pagamentos iniciais em elevadas quantias, sendo em dinheiro vivo, transferências bancárias e depósitos. Para as compras, o casal contava com ajuda do corretor de imóveis, considerado braço direito de Andréia e de Gilmar, e do comerciante que fornecia o nome para as aquisições.

Ainda segundo o Gaeco, os crimes em investigação têm relação com a operação Adna, em trâmite no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Na ação, Gilmar Olarte é acusado de corrupção passiva.

Andreia Olarte, negou todas as acusações contra ela, respondeu aos questionamentos e afirmou que os imóveis adquiridos por ela e Olarte, foram comprados em parcelas, entre 2005 e 2008.

Se não houver novo pedido de prisão, o casal deixa a cadeia a meia-noite de sábado (20).

Comentários

comentários