André conversa com rebeldes e diz que não irá interferir nas eleições em Dourados

Com agenda cheia em Dourados nesta segunda-feira (8) o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), disse desconhecer conflitos internos no partido em nível local e negou interferência na escolha de nomes para a sucessão do atual prefeito, Murilo Zauith (PSB), em 2016.

Ex-governador nega que visita seja interferência na disputa municipal - Foto: Adriano Moretto
Ex-governador nega que visita seja interferência na disputa municipal – Foto: Adriano Moretto

De acordo com Puccinelli, a vinda ao segundo maior colégio eleitoral do Estado se deve ao convite feito pelo diretório.

“Fui convidado, não vim interferir em nada aqui, nem apaziguar qualquer situação”, comentou, para logo em seguida questionar. “Existem arestas para se cortar aqui?”.

Pela manhã, o ex-governador participou de uma reunião a portas fechadas com os deputados Geraldo Resende [federal] e Renato Câmara [estadual], o suplente de senador Celso Dal Lago, o secretário de Saúde de Dourados, Sebastião Nogueira e o vice-prefeito, Odilon Azambuja.

A tarde, Puccinelli se encontra com o ex-deputado federal Marçal Filho e a vereadora Délia Razuk. A intenção é manter os dois no partido para o pleito de 2016. Uma reunião com o prefeito Murilo Zauith (PSB) também foi agendado.

DISPUTA INTERNA

Apesar de dizer que não veio para apaziguar conflitos em Dourados, o ex-governador confirmou que o PMDB lançará candidatura no município, e sabe que a disputa interna para o pleito é grande.

Geraldo se manifestou publicamente que pretende sair candidato e tenta convencer os demais a apoiarem o seu nome. Porém, o nome de Renato Câmara ganhou força no ano passado e também figura a se lançar na sucessão municipal, assim como o vice-prefeito Odilon Azambuja.

A vereadora Délia Razuk e o radialista Marçal Filho se mostram descontentes na sigla e acenam com a possibilidade de trocar de partido, o que levaria o PMDB ao enfraquecimento na cidade, tanto que a agenda com ambos é separada.

“Acredito que a Délia não saia, ela vai ser deputada”, disse brevemente pela manhã André Puccinelli.

Já em relação a Marçal Filho, a situação é um pouco mais complicada. Com convite do PSDB e reunião agendada ainda esta semana com o governador Reinaldo Azambuja, ele se sente atentado pela possibilidade de ser um dos candidatos à prefeitura – seu nome ainda não foi lançado -, mesmo após falar publicamente que abandonaria a política.

Mesmo acreditando no ‘fico’ do ex-deputado, Puccinelli disse que toda saída do partido neste momento, representa perda.

“Toda saída representa perda. Vou conversar com o Marçal e dizer que não gostaria que ele deixasse o partido. Ele sempre me atendeu e acredito que não será diferente agora”, resumiu.

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