Agente da Zelotes é o novo ‘Japonês da Federal’

Roberto Shiniti escoltou os seis réus presos até a sede da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília (DF)

O agente Newton Ishii, famoso por acompanhar os presos ilustres da Operação Lava Jato, ganhou um companheiro para dividir a fama de “Japonês da Federal”. O agente Roberto Shiniti, professor de karatê, é um dos responsáveis por escoltar os seis réus presos na Zelotes da superintendência da PF e da Papuda à sede da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília (DF).

Agente da Polícia Federal Roberto Shiniti é comparado ao 'Japonês da Federal', Newton Ishii (Divulgação/VEJA)
Agente da Polícia Federal Roberto Shiniti é comparado ao ‘Japonês da Federal’, Newton Ishii (Divulgação/VEJA)

Antes apelidado pelos demais policiais federais de “China” e “Paraguaio”, Shiniti agora virou o “Japonês da Zelotes”. O policial integra o núcleo de Operações da Superintendência do Distrito Federal, que cumpre buscas e mandados de prisão. São nove policiais ao todo.

Formado em Educação Física, Shiniti decidiu seguir a carreira do pai, Gunji Matsuuchi, que deu aulas de Defesa Pessoal na Academia Nacional de Polícia, e passou no concurso da PF em 1987. Ele ingressou nos quadros no início de 1990 e já passou pelo Comando de Operações Táticas (COT), espécie de tropa de elite da PF.

Shiniti ocupa função gratificada de chefia desde 2014 e recebe salário bruto de 14.019,24 reais, conforme o portal da transparência do governo. Ele é casado com a policial federal Ana Cristina Matsuuchi.

Em comum, os dois “japas da PF” têm o cargo de agente de classe especial, topo da carreira, cabelo grisalho e usam o uniforme com colete e boné pretos do núcleo de Operações, além dos óculos de sol. Os dois conversam com simpatia, mas evitam dar entrevistas por ordem da PF.

Ambos já foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público: Ishii por suspeita de contrabando na região de Foz do Iguaçu (ele teve a aposentadoria forçada, mas acabou reintegrado à PF), e Shiniti por ter investigado um roubo à própria residência que teria terminado com a tortura dos ladrões e por improbidade administrativa. (VEJA)

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