Advogado de Delcído diz que foi impedido de acompanhar buscas

O advogado Jail Azambuja, um dos representantes do senador Delcídio Amaral (PT-MS), se mostrou exaltado por ter sido “destratado” pela Polícia Federal, durante as diligências no escritório do senador, que fica na Rua Antonio Maria Coelho quase esquina com a Rua Alagoas, no Jardim dos Estados, em Campo Grande.

Jail Azambuja disse que foi impedido de acompanhar buscas em escritório Foto Ivan Silva
Jail Azambuja disse que foi impedido de acompanhar buscas em escritório Foto Ivan Silva

Os policiais chegaram às 6 horas e como não havia ninguém no imóvel chamaram um chaveiro para abrir a porta. Jail Azambuja disse que foi pego de surpresa e que a PF não autorizou que ele acompanhasse a diligência no local.

Ele foi convidado a se retirar do local, após permanecer dentro do imóvel por cerca de 10 minutos. “Não fui autorizado pela Polícia Federal para acompanhar a diligência. Nunca vi isso. Os policiais me pediram uma procuração escrita pelo próprio senador para que eu pudesse acompanhar os trabalhos. É algo inédito e um absurdo. É ato de força e arbitrariedade realizado pela PF”, criticou.

PRISÃO

Esta é a primeira vez que um senador com mandato em exercício é preso. A PF também fez busca e apreensão no gabinete do petista, no Senado, em Brasília, e nos estados do Rio, de São Paulo.

O senador foi preso no hotel Golden Tulip, onde mora em Brasília, pela Polícia Federal durante operação autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) depois que o Ministério Público Federal apresentou evidências de que ele estaria atrapalhando as investigações da Operação Lava Jato.

A prisão de Delcídio é resultado de uma operação deflagrada hoje pela Polícia Federal, que também tem como alvo empresários. As ações foram autorizadas pelo Supremo. Não se trata de uma fase da Lava Jato tocada em Curitiba, na 1ª instância.

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