25% dos jovens entre 18 e 32 anos estão desempregados, diz pesquisa

G1/JP

Desemprego: pessoas procuram vagas em São Paulo (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Os jovens da geração millenial também foram afetados pelo desemprego no Brasil. Segundo a pesquisa “Millennials e a Geração Nem Nem”, realizada pelo Centro de Inteligência Padrão (CIP), em parceria com a empresa de pesquisa digital MindMiners, 25% dos jovens entre 18 e 32 anos não têm emprego.

De acordo com o IBGE, o desemprego ficou em 12,8% em julho, atingindo 13,3 milhões de pessoas.

Entre os 25% que estão desempregados, 57% estão sem emprego há mais de 1 ano, 16% entre 6 meses e 1 ano, 21% entre 1 e 6 meses, e 6% menos de 1 mês.

Ainda entre os 25% desempregados, 47% não estudam atualmente, e desses, 34% nem estudam nem trabalham.

“É a geração mais preparada, mais informada, mais educada da história e a mais desempregada. Eles querem participar, se engajar, querem ser envolvidos, querem ganhar o mundo”, afirma Roberto Meir, especialista em relações de consumo, varejo, cidadania e CEO do Grupo Padrão (organização responsável pelo Centro de Inteligência Padrão).

Entre os jovens empregados, a maioria trabalha no regime CLT (29%). Por outro lado, 6% é empregado PJ, 14% é empreendedor e 14% nunca trabalhou.

Sobre o trabalho, 54% dos entrevistados se consideram satisfeitos e muito satisfeitos com o trabalho atualmente. E 60% são contra a reforma trabalhista.

Segundo Meir, o mercado brasileiro precisa olhar mais para os profissionais jovens para não perdermos talentos para outros países. “Se não tiver essa mão de obra mais para usar em favor do país, vamos começar a perder talentos, a exportar uma geração brilhante”, ressalta.

A pesquisa ouviu 1 mil brasileiros, entre 18 e 32 anos, em julho deste ano.

Emprego ideal

Quando questionados sobre o emprego ideal, os jovens esperam encontrar nas empresas: equidade de salário e direitos entre homens e mulheres, liderança de pessoas jovens e inclusão social.

Para eles, o emprego ideal é em empresas de tecnologia (48%) ou no próprio negócio (49%). Entretanto, ainda é alto o número de pessoas que desejam construir carreira em grandes corporações (37%). Google (31%) aparece como empresa dos sonhos para se trabalhar, seguido de Apple e Microsoft (com 3%), Netflix e Facebook (1%).

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