22/09 – ASSOCIATIVISMOS OU MORTE

*ADELAIDO VILA

No pós-guerra do Paraguai, Campo Grande conhecida como campo reposativo do gado vindo das regiões pantaneiras, eis que corredor dos grandes centros de consumo do século XX, tornou-se uma cidade vocacionada ao comércio, fundada por um mineiro, desbravador e cacheiro viajante que buscava novas oportunidades para sua família.

Com a chegada da NOB (Noroeste do Brasil) em 1914 e a instalação das unidades militares, Campo Grande começou a vivenciar uma nova realidade, deixando os hábitos culturais de vilarejo para uma explosão demográfica que exigia uma nova realidade urbana.

Com efeito a necessidade de modernização era impositiva, naquele momento o comercio da cidade surgiu como uma excelente oportunidade para a garantia da sobrevivência e mobilidade social de muitas famílias de classe media e baixa não possuidoras de patrimônio bovino.

Sem olvidar da fundamental influencia recebida dos povos do oriente médio, donos de grande expertise comercial que aqui chegavam em busca de paz e com o objetivo de permanência definitiva.

Passados 118 anos de história, Campo Grande, jovem capital de Estado atravessa uma das maiores crises existenciais de sua história.

A estrutura governamental da cidade obteve um crescimento gigantesco e incapaz de bem atender necessidades dos seus munícipes.

Seu alto custo de manutenção inviabiliza qualquer gestão publica, além de impedir o sucesso da classe produtiva que se vê obrigada a repartir de forma totalmente desigual seus parcos lucros através dos impostos.

Como motivar novas gerações de empreendedores diante da tal cenário?

Lado outro sem os empreendedores como custear a pesada máquina estatal?

Este cenário tende a ficar cada vez mais grave, razão pela qual vemos diuturnamente uma corrida desenfreada por uma vaga no serviço público, fruto da perda de poder aquisitivo e empobrecimento da classe produtiva.

É chegada a hora de uma profunda reflexão. Classe produtiva e administração pública precisam encontrar o fiel da balança.

Mais do que nunca as entidades representativas da classe produtiva precisam estar fortalecidas, com participação efetiva de seus associados em todos os âmbitos a sociedade civil organizada.

Não podemos permitir que a galinha dos ovos de ouro morra, sob pena de agravar ainda mais o cenário atual.

Atualmente os setores do comercio e serviços representam mais de 80% do PIB do município, segundo os dados da SEFAZ MS.

Destarte, ou incorporamos o associativismos e passamos a dedicar parte do nosso tempo participando e fortalecendo nossas entidades ou continuaremos vendo o desaparecimento diário das empresas que são obrigadas a fechar suas portas e demitir seus colaboradores por não suportarem o peso árduo de produzir nesta terra.

Nosso convite é para que nos unamos em uma força tarefa, administração pública e classe produtiva, com vistas a fomentar a economia da nossa Cidade Morena, gerando mais riqueza e oportunidades para todos.

 

BACHAREL EM HISTÓRIA- EMPRESÁRIO DO RAMO DE LAVANDERIA – Especialista em segurança Comunitária

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