12-08 – Relações de respeito

JOB

As relações comerciais entre as agências de propaganda, seus clientes e fornecedores demandam profissionalismo, confiança e comprometimento. Um exemplo dessa afirmação é que as agências podem ter apenas um cliente de cada segmento em sua carteira, para que não haja conflito de interesses. É uma questão de respeito aos segredos comerciais do anunciante. Essa exclusividade impõe a agência a conquista de resultados, pois cada anunciante é um ativo relevante para sua existência e crescimento.

Já, com os fornecedores, a relação profissional é obrigatoriamente acompanhada pela afinidade e perfil de atuação de cada um deles. Algumas gráficas tem alta capacidade de produção, enquanto outras tem no acabamento final seu ponto forte. Nos grandes centros os trabalhos fotográficos tem especialistas no setor automobilístico, de alimentos, moda e demais setores. O mesmo acontece na produção de som e vídeo. Cabe a agência conhecer e saber extrair o melhor deles em cada situação, a partir da verba do cliente e dos objetivos estabelecidos para cada situação. E é sob essa ótica que a afinidade e o comprometimento ganham peso.

A capacidade de gestão de talentos de uma agência implica em maior ou menor resultado para seus clientes, o que interfere diretamente em seu próprio desempenho empresarial. É necessário no entanto que se compreenda que isso não representa menor custo. Para que se obtenha o melhor resultado as vezes é necessário que se invista mais na produção para ser melhor e mais rapidamente percebido pelo público-alvo. Um vídeo tape criativo, produzido com um equipamentos de última geração, iluminação e direção profissionais, impacta muito mais que um vt de cartela produzido na ilha de edição. Adicione ao primeiro um bom casting e uma trilha sonora produzida exclusivamente para ele, que os diferenciais de qualidade e custo serão ainda mais perceptíveis.

A aprovação dos custos de uma campanha é uma fase crítica no amadurecimento da relação do anunciante com a agência. Quando se discute no campo das ideias, a comprovação de fatos e a argumentação prevalecem. Quanto se discute a questão de custos, a decisão de quem paga é que prevalece! Nessa encruzilhada natural no dia a dia do empresário – e aqui agência e anunciante defendem o mesmo interesse, o melhor caminho está no equilíbrio de opiniões. Mas comprovadamente, um bom comercial veiculado durante vinte dias, trás mais resultados do que um ruim veiculado durante um mês. Remaneja-se a verba, amplifica-se o resultado!

Não falo aqui em defesa das agências. Falo em defesa do investimento do anunciante, que ao colocar qualquer coisa no ar, mancha sua imagem, pois veicula nas emissoras com o melhor padrão de qualidade do mundo, imitadas em todos os continentes. Abordo um erro frequente que pode ser evitado com ganhos para os anunciantes, agências, fornecedores, meios de comunicação e, mais importante de todos, o telespectador, o ouvinte, o leitor, o consumidor que todos buscamos.

A agência e o anunciante que não compartilham esse princípio devem rever seus conceitos.

Máximas do meio: “Se a publicidade tivesse um pouco mais de respeito pelo público, o público teria muito mais respeito pela publicidade.

James Randolph Adams”

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