02-09 – Mais do mesmo

JOB

Como dito na semana passada, os anúncios em homenagem ao aniversário de Campo Grande nada mais foram que a repetição dos anos anteriores. O anunciante, e em particular as personalidades públicas, demostraram a falta de sintonia com o significado e a força da publicidade e da propaganda para sua imagem.

A comunicação de resultados exige presença constante do anunciante. Quando adotada esporadicamente, como no caso do aniversário de Campo Grande, acaba revelando a ausência do mesmo, tanto na mídia, quanto no cotidiano do cidadão. Não que a publicidade e a propaganda sejam mágicas e resolvam defeitos de atuação e comportamento. Ela é, de fato, a revelação dessas qualidades quando existentes.

Para assegurar uma comunicação de resultados é necessário manter a constância e a qualidade do que se faz, quesito essencial em qualquer atividade pública ou privada, sem o qual não há o que comunicar. Infelizmente, esse é um ponto de vista pouco compartilhado, inclusive por alguns publicitários, não sei se por falta de conhecimento, ou por má fé mesmo.

Os mais atentos ao cenário atual e ao que se vislumbra, tem nesse quadro a oportunidade de sair na frente, adotando imediatamente, uma postura mais profissional em termos de comunicação para si – personalidades públicas, ou para seu negócio – indústria, comércio e prestação de serviços. Não é o caso de sair apenas falando de sua própria existência, mas sim, do que seu produto ou serviço representam para o consumidor, eleitor, cidadão.

A singularidade dos recentes fatos econômicos e políticos, impõe a todos a reflexão do que é importante para o momento e para o futuro. Essa conduta implica na revisão dos processos produtivos, de comercialização, de publicidade e propaganda, atividades propulsoras da economia e da qualidade de vida do cidadão. Nesse novo cenário, quem mais rapidamente e melhor interpretá-lo, tem condições de sair na frente e transpor qualquer barreira.

O empresário que fabrica um bom produto ou presta um bom serviço, sempre terá um conteúdo de comunicação a explorar e clientes que os desejam e podem consumir. O mesmo ocorre com o homem público, pois é apenas de sua atuação em favor do cidadão que a boa comunicação poderá fluir. Em ambos os casos, a reação depende da qualidade da ação e da publicidade e propaganda por ela gerada, sem o que nenhum produto, serviço ou homem público sobrevive.

Máximas do Meio: “Qualquer atividade torna-se criativa e prazerosa quando quem a pratica se interessa por fazê-la bem feita, ou até melhor.” John Updike

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